Durante a pandemia, a cada 24 horas quatro mulheres foram mortas. (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2020)
Em 2020 os homicídios contra pessoas LGBTQIAP+ no Brasil tiveram alta de 24,7%.” (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2021)
70% das vítimas de agressão com armas de fogo em 2019 foram mulheres negras. (Instituto Sou da Paz, 2021)

Em 2004 a artista Panmela Castro é espancada e mantida em cárcere privado por seu companheiro. Resgatada por sua família, prestou queixa na delegacia da mulher mas na época a violência doméstica era considerada um crime de menor potencial ofensivo e não houve punição para o seu agressor.

Em 2004 a artista Panmela Castro é espancada e mantida em cárcere privado por seu companheiro. Resgatada por sua família, prestou queixa na delegacia da mulher mas na época a violência doméstica era considerada um crime de menor potencial ofensivo e não houve punição para o seu agressor.

Por ser perseguida por seu ex companheiro, era apenas saindo com os bandos de graffitieiros que Panmela se sentia protegida e assim, em um devir artístico pela cidade, remontava sua vida. Panmela Castro que já vinha usando a sua arte para tratar de problemas sociais, em 2008, após saber da aprovação da Lei Maria da Penha (2006), desenvolve uma metodologia para o uso do graffiti como ferramenta de comunicação, informando mulheres e jovens estudantes sobre a lei, a  violência doméstica e seus direitos.

Suas ideias ganharam proporção mundial e seu extenso trabalho tomou apoio de muitas outras mulheres que então, formaram a Rede NAMI em 2010. Com mais de 10 anos de história, a NAMI impacta diretamente na vida de mais de 10.000 pessoas, principalmente mulheres negras, no Rio de Janeiro, promovendo mudanças estruturais na sociedade, usando a arte como ferramenta de comunicação para que mais pessoas saibam como lutar por seus direitos e construir uma sociedade mais justa.

Como reconhecimento de todo seu trabalho nesses anos, a NAMI já foi homenageada pela 12ª Bienal da UNE (2021), premiada pelo The WE Empower UN SDG Challenge – Vital Voices (2021), finalista do Prêmio Atitude Carioca, na categoria “Quem faz diferente” (2021) e indicada para o 3º Prêmio seLecT de Arte e Educação (2020). Em 2018 a NAMI também recebeu a visita da Malala Yousafzai, ativista pelos direitos das mulheres à educação e a pessoa mais jovem a ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. 

No que
acreditamos?

Acreditamos na equidade
entre os gêneros, raças e
etnias diante da lei e
da sociedade.

É sobre este princípio que se apoiam as políticas da NAMI. Nos propomos à busca pela superação das desigualdades que levam por exemplo, apenas no Brasil, um caso de feminicídio a cada seis horas e meia (Fórum Brasileiro de Segurança Pública- 2020). Exigimos respeito aos direitos das mulheres, negros, pessoas LGBTQIAP+, pessoas com deficiência e povos originários, incluindo o domínio sobre suas vidas e o rompimento do legado histórico de opressão nos planos pessoal, econômico, político e social.

O epistemicídio e o apagamento estrutural desses grupos resultaram na nula ou baixa participação nos processos de decisão dos rumos de nossa sociedade e nosso planeta até então. Nós acreditamos que uma vez que tenhamos acesso aos espaços de poder, podemos contribuir para um futuro muito mais sustentável e justo para todos.

Nossa missão é incluir mulheres, negros, pessoas LGBTQIAP+ e outros grupos marginalizados nos espaços de decisão e poder, escrevendo e reescrevendo a história, pensando na sustentabilidade do nosso planeta e em nosso futuro sob uma perspectiva muito mais inclusiva.

O QUE FAZEMOS?

- Escrevemos e reescrevemos uma história por perspectivas decoloniais que inclua mulheres, negros, pessoas LGBTQIAP+, pessoas com deficiência e os povos originários, assim como impulsionamos e promovemos seus direitos através das artes;


- Ações que promovam a luta antirracista e o fim da violência doméstica;

- Fortalecemos lideranças feministas dentro da cultura urbana, bem como a inserção e registro de protagonistas negras na história;


- Estimulamos a economia criativa para autonomia econômica da mulher e de grupos marginalizados;

COMO FAZEMOS?

- Implementando programas de formação em artes e direitos humanos;


- Organizando exposições e murais públicos;

- Financiando a produção de obras de artes a partir de um pensamento decolonial;


- Registrando e preservando a produção de mulheres, pessoas trans e travestis, artistas negros, indígenas e pessoas com deficiência nas artes em publicações impressas e virtuais e coleções físicas;

- Trabalhamos diretamente com três dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, para agir paralelamente em favor das questões de urgência global.

QUEM FAZ A NAMI

Panmela Castro

Presidenta e fundadora

Sandra Pragana

Vice Presidenta

Artha Baptista

Diretora Geral

Mariana Goulart

Diretora Consultiva

CONSELHO

Adriana Mota

Socióloga e Pedagoga

Gisele Netto

Assessora de Comunicação

Gisele Arruda

Designer

Jandira Queiroz

Jornalista

Laís Amorim

Museóloga

Pâmela Carvalho

Educadora e Pesquisadora

Tamy Reis

DJ e Comunicadora

Marina Sidrim Teixeira

Socióloga